Avanços no processo de Paz na Colômbia

Num momento em que o Mundo se encontra envolto em vários conflitos militares, os avanços no processo de paz entre o governo Colombiano e a guerrilha Farc, é, segundo o coordenador residente da ONU na Colômbia, uma luz de esperança para um dos dois conflitos militares mais antigos do Mundo e da América do Sul. 

Fabrizio Hochschild disse “Estamos falando do último conflito no continente. Estamos falando de um dos dois conflitos mais antigos do mundo e, terminar com ele, é uma mensagem muito poderosa de que a paz, sim, pode vencer”, acrescentou, referindo-se ao conflito com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, surgidas de uma insurreição camponesa em 1964 que se encontram em conflito contra o Estado Colombiano desde então.

Para a ONU, o acerto feito na véspera sobre a justiça transicional é “um bom presságio” de “que as partes estão, sim, comprometidas em respeitar os direitos das vítimas e cumprir com as suas obrigações internacionais”.

“Há um compromisso muito claro de que não haverá anistias, nem indultos por crimes contra a humanidade, nem por crimes de guerra. Há um compromisso claro de que as partes, incluindo a guerrilha, vão se submeter à investigação, vão-se deixar julgar e vão aceitar penas. Isso não é pouca coisa. É mais do que muitos esperavam”, frisou.

Segundo o diplomata, nas negociações de paz, “a justiça é o último ponto e sempre perde”. Ele antecipou que, “em termos de inovação, esse processo será um ponto de referência”.

Hochschild destacou também que, “pela primeira vez”, ambas as partes acertaram um prazo para selar um acordo definitivo, tendo 23 de março de 2016 como data-limite, assim como um compromisso de início para a deposição das armas nos 60 dias seguintes a essa assinatura.

“O caminho da paz sempre tem seus altos e baixos”, reconheceu, mas a Colômbia “vai chegar (lá)”.