Colômbia tem 70 mil milhões para compras a empresas portuguesas

 

Em entrevista recente ao Diário Económico, María Margarita ‘Paca’ Zuleta – Directora Geral da Agência de Compras Públicas “Colômbia Eficiente” adiantou que a Colômbia tem as portas abertas para empresas portuguesas que lhe queiram vender bens e serviços. María Margarita Zuleta referiu que o programa gere compras públicas no valor de 100 mil milhões de dólares (70 mil milhões de euros). “A Colômbia é um país que demonstrou a sua estabilidade económica e política e vemos com muito interesse a participação de empresas portuguesas em negócios públicos e privados no nosso país”.

Durante uma passagem por Lisboa no âmbito da reforma em curso do aparelho estatal colombiano, a Directora Geral confirmou a adjudicação da gestão da sua plataforma electrónica à empresa portuguesa Vortal: “Tivemos várias ofertas de companhias que operam a nível mundial e a Vortal teve a melhor proposta”, disse. Adiantou: “Examinámos o factor económico – isto é, o preço – e o factor técnico. No factor económico, a Vortal foi a melhor e no factor técnico foi a segunda melhor”. Este contrato de 2,4 milhões foi assinado entre as autoridades colombianas e a Vortal em Novembro do ano passado, visando a disponibilização de soluções para a compra de bens e serviços por parte da administração pública central e local, envolvendo 6.500 entidades e milhares de empresas.

Com a criação desta agência de compras públicas “Colômbia Eficiente”, o governo de Bogotá, liderado pelo presidente Juan Manuel Santos, pretende reduzir os gastos do Estado em 20% nos próximos quatro anos. Isto representa, em termos absolutos, 12 mil milhões de dólares. Por trás desta decisão está a necessidade de racionalizar os gastos do Estado, realçou Paca Zuleta. Defendeu que para tal o Estado colombiano conta com a participação de empresas estrangeiras nos concursos para fornecimento de bens e serviços. Recordou, a este respeito, que o direito colombiano “trata como nacionais as empresas de países da União Europeia”. 

Questionada sobre os sectores em que existem, em seu entender, mais oportunidades para as empresas portuguesas, Paca Zuleta elencou áreas como a logística, distribuição, tecnologias, medicamentos, construção e concessões, lembrando que vários grupos portugueses, como a Jerónimo Martins e a Mota-Engil, já estão naquele mercado em rápido crescimento. E realçou a área das obras públicas e concessões. “A Colômbia lançou uma consulta para a construção de grandes auto-estradas e sabemos que há empresas portuguesas interessadas”, disse.

 

Fonte: Diário Económico