Lisboa entre as mais atractivas para investir em Imobiliário

As altas taxas de rentabilidade que a capital oferece convencem os fundos estrangeiros.

 

 

Cidades como Londres e Berlim continuam a ser os grandes centros de investimento em imobiliário, mas há alguns mercados pouco tradicionais a surgir cada vez mais nas preferências dos investidores.

 

Este ano, Lisboa é a sétima cidade preferida dos investidores europeus para apostar em imobiliário, segundo um estudo divulgado hoje pela consultora PwC, que analisa as tendências do mercado imobiliário para este ano.

 

A capital portuguesa tem vindo a melhorar consistentemente a posição e, em 2016, atinge as perspetivas de investimento mais elevadas desde 2006, quando o estudo começou a ser feito. “Portugal voltou a estar no radar dos investidores” “O sentimento é que Portugal voltou a estar no radar dos investidores. Portugal recuperou a sua credibilidade”, refere um especialista do setor à consultora.

 

Este efeito começou a ganhar força em 2012, com a reforma da lei do arrendamento urbano. “As mudanças motivaram mais construção residencial e reabilitação”, ainda que estas tenham sido direcionadas para o mercado de luxo, aponta o estudo, intitulado Emerging Trends Europe. “Isto terá de mudar, já que não podemos construir apenas para milionários”, salienta um dos investidores entrevistados pela consultora. Zonas nobres da cidade oferecem taxas de retorno de 5% Por outro lado, o mercado é animado pelo alto retorno que Lisboa oferece.

 

“As zonas comerciais nobres da cidade estão perto do topo da Europa, com taxas de rentabilidade de quase 5%”, nota a PwC. “Em zonas menos nobres, há mais espaço para crescer e acrescentar valor”, acrescenta o relatório. Olhando para Portugal, o investimento em imobiliário entre o quarto trimestre de 2014 e o último de 2015 ascendeu a 2 mil milhões de euros. Fundos de investimento de países como a China, Malásia, Singapura, Brasil, Angola, Estados Unidos, Reino Unido e Holanda ganham cada vez mais relevância, em detrimento de fundos de países como a Alemanha. Europa está otimista O setor imobiliário europeu está “muito otimista” em relação às perspetivas de negócios para este ano, animados por um quadro macro-económico mais propício ao negócio e pelas melhorias no desemprego.

 

Por outro lado, com as taxas de juro em níveis historicamente baixos, o imobiliário continua a ser um investimento muito atrativo. “O imobiliário oferece um retorno que não é possível encontrar, com um nível de risco semelhante, em obrigações”, refere o estudo. Logística é a maior tendência Um dos setores mais dinâmicos identificados pelo estudo da PwC é o de logística, facto motivado pelo crescimento acelerado do comércio online.

 

Alguns investidores já veem mesmo a logística como um “substituto” dos imóveis de retalho, com a vantagem de que não é um investimento tão caro. Aposta na habitação cresce O investimento em imobiliário residencial continua a crescer, mas o foco está a mudar. “Não há muito tempo, esta era apenas uma alternativa aos imóveis comerciais. Agora, é visto como uma das megatendências que afetam a sociedade, sobretudo em cidades que estão a crescer”.

 

“Há uma enorme escassez de novas unidades residenciais e o preço está fora do alcance da maioria das pessoas. Isso vai manter muita gente a arrendar durante muito tempo”, aponta um investidor irlandês. “O equilíbrio entre oferta e procura significa que este é terreno muito fértil”, acrescenta.

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