Portugal condecora ministra das Relações Exteriores da Colômbia

Portugal condecorou hoje com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, que agradeceu o apoio no processo de paz e fez votos que os dois países “continuem a estreitar” laços.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, condecorou hoje a governante colombiana, Maria Ángela Holguín, atribuída pelo Presidente da República, em reconhecimento da ação desenvolvida ao longo dos últimos anos em prol do reforço do relacionamento bilateral entre Portugal e a Colômbia.

Na cerimónia, que decorreu no Palácio das Necessidades, em Lisboa, estiveram presentes os três últimos ministros dos Negócios Estrangeiros portugueses – Luís Amado (governo socialista liderado por José Sócrates) e Paulo Portas e Rui Machete (governos PSD/CDS-PP, de Pedro Passos Coelho), que trabalharam com a ministra colombiana.

Numa declaração perante os convidados, Maria Ángela Holguín recordou que desde o início do mandato do atual Governo, encabeçado pelo Presidente, Juan Manuel Santos, em 2010, houve sempre a intenção de aproximação a Portugal.

“Perguntávamo-nos porque não tínhamos relações mais estreitas, sabendo que Portugal estava muito perto na região, mas não tínhamos relações tão próximas como temos hoje em dia”, disse. Nos últimos seis anos, houve “muitas coincidências de ponto de vista dos governos e também no relacionamento” entre os governantes, porque, referiu, “nas relações internacionais a química entre as pessoas conta muito”.

“É fundamental que os governos se entendam, mas também que as pessoas se entendam e ponham o coração, alma, espírito e carinho nas relações”, destacou.

A ministra recordou os primeiros contactos com o então ministro Luís Amado, quando os dois países começaram “a pensar que tinham de realizar uma maior aproximação”, depois a colaboração com Paulo Portas, que “fez um trabalho extraordinário a promover as empresas portuguesas”, relação que foi mantida com Rui Machete.

“Estamos convictos de que é uma relação que serve aos dois países, mas também a nível regional”, disse, recordando que Portugal é “um grande aliado” no contexto da União Europeia na negociação do tratado de comércio.

Por outro lado, a ministra destacou que hoje de manhã se despediu do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, cujo mandato termina na próxima quarta-feira, e evocou “todas as mensagens” em que transmitiu a sua experiência com Moçambique e Angola, no âmbito do processo de paz que o país atravessa, envolvendo negociações entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Mensagens que, acrescentou, “ajudaram tremendamente a muitas decisões” que têm sido tomadas no processo.

Atualmente estão na Colômbia 45 empresas portuguesas, “com um potencial imenso que continua a aumentar”, e que favorecem aquele país “do ponto de vista social”.

O ministro português, Augusto Santos Silva, afirmou que as relações políticas entre os dois países são excelentes e, a nível cultural, “estão em crescendo”.

“Do ponto de vista económico, há todas as condições para que o relacionamento entre as nossas economias, empresários e investidores progridam”, considerou, afirmando que ambos os países são “cheios de oportunidades e economias abertas”.

“Todos teremos a lucrar com o fomento das relações comerciais e do investimento”, declarou.