Trinta empresários portugueses vão participar na Expo Camacol, na Colômbia. O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, vai estar presente na inauguração do certame.

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Trinta empresários portugueses vão participar na Expo Camacol, na Colômbia, uma das mais importantes feiras do setor da construção da América Latina, que se realiza de 24 a 27 de agosto e na qual Portugal é o país convidado.

“Portugal, representado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Colombiana [CCILC], é o país convidado da Expo Camacol, que decorre em Medellín, onde vamos levar 30 empresários portugueses que vão exibir materiais da fileira da construção civil e obras públicas, sobretudo produtos com grande qualidade e valor acrescentado”, disse à agência Lusa a presidente executiva da CCILC, Rosário Marques.

De acordo com aquela responsável, as relações económicas entre Portugal e a Colômbia têm vindo “a evoluir muito favoravelmente” nos últimos anos.

“Mais de 500 empresas portuguesas já exportam para a Colômbia, o terceiro país mais populoso e com a maior subida de posição no ranking Doing Business de 2007 — 2016”, referiu, acrescentando que aquele Estado da América Latina apresentou “um crescimento médio de 4,5%” do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2010 e 2015.

Na Expo Camacol, que será inaugurada oficialmente a 23 de agosto mas só abre ao público a 24, Portugal vai contar com cerca de 400 metros quadrados (m2) de ‘stands’, ilustrados por obras emblemáticas de infraestruturas públicas e empreendimentos de natureza privada.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, vai estar presente na inauguração do certame, a 23 de agosto, facto que é visto por Rosário Marques como “muito importante”, pois diz que “Portugal tem uma excelente imagem na Colômbia”.

“Temos de continuar a tratar da imagem e a ter uma forte ligação institucional à Colômbia, pois dá mais consistência a este processo”, salientou à Lusa.

Os 30 empresários portugueses que vão à Colômbia (Bogotá e Medellín) participam em diversas iniciativas, entre conferências, pequenos-almoços e almoços empresariais, com a participação de diversas autoridades colombianas e nacionais.

Para a presidente executiva da CCILC, a Colômbia “é um país com forte potencial de negócio e de crescimento económico”, que além de estabilidade política tem uma “localização geográfica estratégica, crescimento da classe média, disponibilidade de mão-de-obra qualificada e 48 milhões de habitantes, dos quais 55% tem menos de 30 anos”.

“Os tratados de Livre Comércio, com acesso preferencial a mais de 1.500 milhões de consumidores, e de Dupla Tributação, assim como, o regime de zonas francas competitivo, os Incentivos ao Investimento e o potencial do Mercado da Aliança do Pacífico, são ainda fatores decisivos para o investimento português na Colômbia”, salientou a responsável.

O mercado colombiano está também recetivo aos vinhos e azeites europeus, assim como aos queijos e aos derivados de carne, considerados produtos ‘gourmet’, de elevada qualidade e roupa e o calçado são também muito apreciados pelo consumidor colombiano, pelo que há aqui “uma janela de oportunidade” que é preciso explorar a médio e longo prazo, disse.

A construção civil e obras públicas estão em franco desenvolvimento, e para os próximos anos o governo colombiano tem um programa de investimentos no valor de cerca de 83,6 mil milhões de dólares (74,7 mil milhões de euros) para o setor.

O sector das tecnologias de informação e comunicação (TIC) encontra-se também com taxas de crescimento muito elevadas e acima da média. “É um mercado de oportunidades para as empresas nacionais que desenvolvam ‘apps’ (aplicações) e serviços de tecnologia de informação(IT)”, lembrou à Lusa a responsável.

O aumento do poder de compra e o crescimento da classe média têm levado igualmente ao investimento em cuidados de saúde privados e a localização geográfica da Colômbia permite-lhe ser uma plataforma de “distribuição logística excecional” para as várias empresas do setor.

 Os encontros empresariais na Colômbia são uma iniciativa promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Colombiana, cofinanciada pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, enquadrada no Programa COMPETE 2020 (Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização), no Sistema de Apoio a Ações Coletivas.

 

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